Terça-feira, 16 de Junho de 2009

 

 

Esta obra dramática decorre no século XVI (durante o domínio filipino) e relata um período catastrófico da vida de Manuel Coutinho (Frei Luís de Sousa) e da sua esposa, D. Madalena de Vilhena.

D. Madalena era uma senhora muito sensível, temerosa e cautelosa. Acreditava que qualquer sinal com que se deparasse fora do normal poderia ser uma chamada de atenção para o futuro. Manuel de Sousa era um homem corajoso, patriota, muito apaixonado por Madalena, e demonstrava-o pela maneira como reagia ao passado de Madalena, pois ela tivera sido casada, anteriormente, com D. João de Portugal.

D. Madalena teve uma filha com Manuel de Sousa, D. Maria de Noronha, uma jovem que penso que sofria de tuberculose. D. Maria era pura, ingénua, curiosa, estudiosa e muito inteligente. Ela tinha um aio, Telmo Pais, que desde sempre a criou e anteriormente tinha criado D. João de Portugal.

No decorrer da peça, Manuel de Sousa decide incendiar a sua residência para não ter de alojar os governantes espanhóis.

Como ficaram sem residência, a solução foi ocupar a casa onde vivera anteriormente D. Madalena com D. João de Portugal. Isto provocou graves problemas psicológicos a Madalena, pois envolveu-se nas suas cismas e acabou por isolar-se, “afogando-se” em profundas mágoas.

Perto do final da história, aparece um Romeiro que diz ter estado com D. João e trazer uma mensagem para D. Madalena (e que era o próprio D. João). Isto trouxe esperanças de que D. João de Portugal, desaparecido na Batalha de Alcácer-Quibir, tivesse sobrevivido… o que fazia com que D. Madalena estivesse casada com dois homens.

Com esta notícia, o casal ingressou na vida religiosa, Madalena adoptou o nome de Sóror Madalena e Manuel de Sousa adoptou o nome Frei Luís de Sousa. O sofrimento era cada vez maior e Maria ficava cada vez mais doente.

O final da história faz referência à desgraça de D. Madalena e de Manuel de Sousa: no momento em que eles se situavam na igreja, em plenos preparativos para “receberem” a morte, aparece D. Maria que lhes dirige um longo discurso que tinha como objectivo transmitir-lhes que não podia conceber que os pais “morressem” sem ela.

No final, D. Maria morre aos pés dos pais, declarando que morria de vergonha após ter visto D. João atrás do altar.

Gostei bastante do livro e penso que estimula bastante a leitura de obras dramáticas do mesmo autor.

Aconselho vivamente a sua leitura, uma vez que é uma história que “joga” com o drama, o romantismo e um período da História de Portugal... sem dúvida uma grande obra!

 

Júlio José Martins Coutinho Cabral e Lopes, nº12, 8ºA

 



publicado por Bibliotecas de Penedono às 09:05
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