Sexta-feira, 13 de Março de 2009

«Até mesmo como leitor, não me interessam os livros em que percebo tudo. É exactamente isso: escrever sem saber para onde se está ir.»

 

Gonçalo M. Tavares, "Campo, contracampo", in Visão, 2008)

 

Um livro (de poesia, de narrativa ou de texto dramático...) deve dizer tudo? O leitor deve poder saber tudo sobre, por exemplo, as personagens e a acção de um livro, ou o autor  deve deixar espaços em branco que cada leitor possa preencher, apelando à sua interpretação e à sua imaginação...? E qual dos dois faz mais pelo leitor: o livro que o leitor percebe com facilidade e rapidez ou o livro que obriga o leitor a pensar e a um esforço para ir ao seu encontro?

 

Margarete L. Rodrigues

(prof. de Língua Portug. e Coord. da BE da E.B. 2,3 de Penedono)

 

 



publicado por Bibliotecas de Penedono às 21:22
Concordo, poruqe todos nós ao escrevermos algo(um texto, uma carta ou seja o que for) nunca sabemos bem ao certo o que vamos fazer. Á medida que se vai escrevendo, vamo-nos aprecebendo que nao fica bem e modificamos tudo. No fim nunca fica exatamente como se desejava ou como se tinha combinado.
Aurélie 8ªa
PS: tentei fazer do meu melhor por isso...
aurelie a 14 de Março de 2009 às 18:57

Esta afirmação leva-nos a pensar que para percebermos algo, não temos de o entender ao seu rigoroso pormenor, é apenas necessário perceber o que um escritor quer transmitir com fácil percepção.
Ao Gonçalo M. Tavares afirmar "escrever sem saber para onde se está a ir" isto conduz-nos a uma ideia em que quando nos surge um pensamento, esse "percorre um caminho" interminável que nos leva a perder a noção por onde estamos a ir na medida em que uma ideia pode levar-nos até muito longe.
Julio a 16 de Março de 2009 às 18:44

quando nos dão uma idea para um trabalho e nós a temos de desenvolver nós pensamos:
-Não vou conseguir fazer uma coisa que se aproveite hà tão pouco a dizer!
depois disso quando começamos a tentar fazer o que nos pedem escrevemos para frente, explorando as nossas ideias e quando damos por nós já temos um bom trabalho.
uma ideia leva-nos a outra e essa a outra.

onde eu quero chegar é que aqueles livros que lemos em que percebemos tudo, não nos levam a lado nenhum. Já aqueles em que no fim assuntos ficam por se saber e nos fazem puxar pela cabeça e imaginar o que teria acontecido são os melhores
quando escrevmos sem destino acabamos por fazer um bom trabalho porque uma frase leva a outra e assim acabamos por fazer um bom trabalho
Alexandra Alhais a 16 de Março de 2009 às 21:29

Eu estou de acordo com este escritor. Para que ler um livro que é fácil de perceber ? É mais importante ler um livro difícil mas que ainda não conheça-mos, para ficarmos a conhecer outras histórias diferentes, que não sejam iguais aquelas em que nós estamos habituados a ler... Um livro não diz tudo. Neste caso o livro que faz mais pelo leitor é o livro que obriga o leitor a pensar e a um esforço para ir ao sue encontro. Para mim ler é fundamental não só para me ajudar mais na escrita mas também conhecer mundos novos, palavras diferentes, gosto muito de ler....
joana filipa carvalho oliveira a 17 de Março de 2009 às 13:05

Concordo plenamente com a afirmação.
Quando um leitor inicia a leitura de uma obra, a percepção pode não acontecer num primeiro instante. No decorrer da obra, este começa por entrar no enredo e obter uma melhor compreensão.
Quando iniciamos a nossa própria obra, as ideias não nos surgem num primeiro instante, tornando-se depois mais claras e o desenvolvimento da história as ideias vão aparecendo cada vez mais.
Marta Sofia Lino Andrade a 17 de Março de 2009 às 16:17

Eu concordo. Quando ouvimos uma leitura de alguem, ao principo nao nos apercebemos quais sao as personagens ou o local onde se encontram as personagens. Por exemplo a poesia faz-nos pensar em coisas que nunca ouvimos ou pensamos.
João Paulo a 18 de Março de 2009 às 13:58

O autor de um livro começa a escrever um livro com uma pequena ideia e depois conforme vai escrevendo as suas ideias vão aumentando, porque através de umas ideias vem outras, e outra.
Ele não sabe sempre percebesse o que escreve mas isso ainda da mais "graça" aos livros pois deixam ali um suspanse, e metem-nos a pensar o que será que o autor esta a pensar.....
daniela a 18 de Março de 2009 às 22:23

eu concordo com o comentário, porque nós ao escrevermos ,escrevemos o que nos vem à mente e continuamos ao "sabor do vento", pela nossa inspiração.
diogo a 19 de Março de 2009 às 13:37

concordo com o autor, porque nao importa perceber o que conta é ler. nós ao escreveermos não pensamos no que vamos escrever escrevemos o que nos vem a cabeça.
andre a 19 de Março de 2009 às 13:37

A mim não me interessa só os livros que percebo tudo, prefiro um livro onde tenha dificuldade em desvendar a história como se tivese-mos um labirinto no cérebro dá-nos mais intusiasmo quando lemos a histórias, e nas quando lemos uma história convêm sabermos se o narrador e participante ou não eu tento saber ao máximo tudo sobre a história.
Gabriel a 19 de Março de 2009 às 14:35

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