Sexta-feira, 03 de Fevereiro de 2012

Um excerto do livro Frankeinstein, de Mary Shelley, foi o mote para a criação de textos narrativos-descritivos, de terror, por parte dos alunos do 8.ºA, em trabalho de pares, na aula de Língua Portuguesa.

Aqui fica o texto do grupo do Bruno e da Francisca :

 

    Sobressaltei-me! Subi a correr as escadas e quando cheguei a porta do quarto estava fechada. A maçaneta da porta era suspeita… Encontrava-se com vestígios de sangue que a minha criação tinha deixado. Amedrontado, abri a porta, colocando a minha mão sobre o sangue ali deixado. Não quis fazer barulho, a situação não o permitia. Assim sendo, abri-a sorrateiramente, com receio do que poderia encontrar!                                                       

    Neste momento, enquanto os gritos iam aumentando, Frankenstein olhou para trás, apercebendo-se da minha presença. Fechei a porta o mais rápido que consegui, com o susto tamanho que havia apanhado. Voltei a descer as escadas a correr, quando me apercebo que a criatura vinha atrás de mim. Elisabete tentava fugir, aleijada dos golpes que Frankenstein lhe havia feito.

    Corri para o jardim horrífico, escondendo-me atrás de uma árvore. Aí vinha a criatura, com a sua camisa e o seu casaco esfarrapados e cheios de sangue. Na cara, costuras por mim deixadas. Olhou para todos os lados, tentado encontrar-me. Porém, naquele jardim obscuro, frio e medronho, era complicado achar-me. Voltou para dentro enquanto eu suspirava de alívio.

    Os gritos continuavam… cada vez mais fortes, cada vez mais piedosos! Decidi entrar em casa! Tinha de ser, tinha de o enfrentar! Ao aproximar-me da entrada, o cenário era já horroroso! Gritos e mais gritos! Medo sucedido de medo! Nas escadas, o sangue fresco e arames ensaboados eram o cenário principal.

    Quando chego ao piso de cima os gritos pararam. Entrei no quarto e não podia acreditar no que via! Sangue por toda a parte e um corpo algo deformado caído no chão. Na poça de sangue, o reflexo da lua cheia.

    Ajoelho-me perante Elisabete, segurando a sua cabeça e apercebendo-me do pescoço agora degolado.

    Um ar tenso instalava-se naquele quarto. As cortinas abanavam loucamente com o vento vindo dos vidros partidos. A casa parecia tremer. Levantei-me, ergui a cabeça, observei a lua, até que…  

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publicado por Bibliotecas de Penedono às 15:42
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